Peguei a caixa grande vermelha que esta guardado coisas antigas minhas, mas com um valor sentimental muito grande, encontrei a maternidade, a infância, a adolescência e parte da juventude dentro da caixa. Que caixa mágica! Um lugar cheio de lembranças que invade minha alma sempre que pego cada item, como uma medalha de ouro na "queimada" , ou então uma bolsa fringe marrom pequena, já que quando pequena apesar da minha mãe escolher minhas roupas, ela deixava eu escolher algumas coisas. Fotos que são guardadas com tanto cuidado. E então me deparo com três cenas na minha cabeça: minha primeira vez na praia, quando fui dama de honra, e minha ida na escola no ensino fundamental. Lembrar que quando fui dama de honra, fiquei com uma vergonha muito fofa como a maioria das crianças quando vê muitas pessoas em pé na sua frente te observando, falando que você é linda, fofa, uma boneca; todos falando ao mesmo tempo, e a minha mãe fazendo de tudo para eu entrar, até que, eis a receita mágica: ela prometeu uma caixa de bombons, e lá fui eu entrando, toda com vergonha, mas entrei. A primeira vez na praia, é tão surreal para uma criança, a primeira coisa que a criança pergunta é: aonde está as baleias e golfinhos? Então, fui eu assim em uma viagem a Balneário Camboriú e dias depois para a Praia da Joaquina em Florianópolis. Viagens com a família como essa e as de Caldas Novas, que a cada vez que viajava, era como se fosse a primeira vez. Eram sempre inesquecíveis, sempre com algo a mais para contar, uma nova descoberta, sons diferentes, acontecimentos divertidos, pessoas novas com uma cultura totalmente diferente da sua, novas amizades, grandes risadas, músicas pelo caminho. O ensino fundamental não foi tão diferente como a primeira vez na praia.Na escola antiga, eu tinha várias amizades, que foram para a mesma escola que eu, só que todas saíram em uma sala diferente, e descobrimos que não poderíamos trocar de sala. Para uma menina tímida isso era triste, mas por incrível que pareça eu me virei sozinha como a Cady do filme Meninas Malvadas, só até a parte de ser uma garota diferente das outras, mas mesmo sendo a garota mais tímida e desarrumada da sala, fiz amizade com a menina mais bonita da sala: Vanele. E muito antes disso começei a conversar com meninas fofas como a Fabiana e também o engraçadinho da turna o "Da lua". Como não lembrar das laranjinhas do final da aula? Na época era 0,10 centavos a mais gostosa, uma azul. E os lanches da escola eram muito bons. Novas pessoas, novos assuntos, risadas diferentes...
Uma doce infância, inocente, porém, muito divertida. A cada momento era uma coisa nova para anotar nas minhas antigas agendas, por sinal foram muitas, mas é tanto momento doce e azedo, que as vezes dá vontade de viver novamente. Quando somos crianças, queremos ser adultos logo, porque no nosso mundo ser adulto é tão fácil: é só ir trabalhar, chegar do trabalho, descansar e sair. Então você cresce e vê que não é assim. Mesmo que na minha infância eu ficava pensando nessas coisas, acho que ela foi bem curtida. Foram tantos momentos que o único arrependimento que tenho muito grande foi de não ter tirado foto de todos os momentos. Mas no meu coração e na minha cabeça, essas memórias sempre ficarão registradas.
Jéssica
(Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida no Depois dos Quinze).

Nenhum comentário:
Postar um comentário